Entre os dias 31 de março e 3 de abril de 2025, seis alunas do 7.º ano do Agrupamento de Escolas de Cristelo participaram numa mobilidade Erasmus+ inesquecível em Budapeste, no âmbito do projeto europeu “TradiDIGITAL: Traditions through Digital Tools”. Acompanhadas pelas professoras Célia Barbosa e Paula Leal, as alunas Valentina, Íris, Carla, Daniela, Lara e Margarida embarcaram numa viagem cultural e educativa, marcada pela partilha de tradições e pela utilização criativa de ferramentas digitais. A escola anfitriã, Kőbányai Szervátiusz Jenő Általános Iskola, recebeu calorosamente o grupo português, proporcionando momentos de aprendizagem colaborativa com colegas da Hungria e da Lituânia.
Na segunda-feira, após a receção e visita às instalações da escola, os grupos iniciaram as atividades com apresentações interativas sobre os seus países. Através de tarefas criativas e do uso de ferramentas digitais, os alunos partilharam tradições culturais, desenvolvendo competências de comunicação, colaboração e expressão em inglês. A manhã terminou com uma aula dinâmica onde se jogou e aprendeu em inglês, através de recursos educativos digitais. Durante a tarde, o grupo português atravessou a emblemática Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), uma das pontes mais antigas e simbólicas de Budapeste, que liga os lados históricos de Buda e Peste. Depois, subiram no pitoresco funicular da colina do castelo, um elevador inclinado que os levou até ao imponente Castelo de Buda. Lá do alto, puderam contemplar a vista sobre o rio Danúbio e os edifícios históricos da capital húngara. Este conjunto arquitetónico, classificado como Património Mundial da UNESCO, representa séculos da história e da identidade do país.
Na terça-feira, o dia começou com um flashmob especial em que os alunos cantaram uma canção tradicional húngara. Em seguida, participaram numa aula de culinária, onde prepararam o famoso Goulash húngaro, um estufado típico à base de carne, batatas e paprika, bem como um bolo tradicional que despertou a curiosidade e o paladar de todos. Antes de almoço (o Goulash preparado pelos alunos participantes na atividade), assistiram a uma aula de história, onde foi utilizada a gamificação, que abordou temas ligados à União Europeia de forma interativa e envolvente. Durante a tarde, o grupo explorou a prestigiada Fashion Street, uma das ruas pedonais mais elegantes de Budapeste, conhecida pelas lojas de marcas internacionais e pela arquitetura cuidada. A visita incluiu uma paragem no famoso Hard Rock Cafe, um espaço descontraído que mistura gastronomia com a história da música. A caminhada prosseguiu à beira do rio Danúbio, já do lado de Peste, onde o grupo aproveitou para contemplar a paisagem urbana e descansar junto à água.
Na quarta-feira, os alunos participaram numa animada caça ao tesouro pelas ruas de Budapeste, que os desafiou a encontrar locais emblemáticos da cidade através de pistas e tarefas em equipa. A atividade, para além de divertida, desenvolveu a orientação no espaço urbano, a resolução de problemas e a partilha de conhecimentos entre pares. Durante o percurso, o grupo passou por locais de grande relevância histórica e cultural, como:
- Um mercado tradicional, rico em sabores e aromas locais;
- O parque dos atletas olímpicos húngaros, onde esculturas celebram os feitos desportivos do país, num espaço que alia arte, história contemporânea e natureza;
- O Monumento Soviético da Praça da Liberdade (Szabadság tér), um obelisco erguido em 1945 em homenagem aos soldados do Exército Vermelho que morreram durante a libertação da cidade do domínio nazi. Este é o único monumento soviético remanescente no centro de Budapeste, sendo ainda hoje um símbolo controverso da história húngara;
- A Basílica de Santo Estêvão (Szent István-bazilika), a maior igreja católica da cidade e um dos marcos mais emblemáticos da capital. Situada no coração de Peste, é dedicada a Santo Estêvão I, o primeiro rei da Hungria, canonizado em 1083;
- O Monumento do Milénio, situado na grandiosa Praça dos Heróis, erguido em homenagem aos líderes das tribos fundadoras da Hungria e a figuras marcantes da história nacional. Durante a tarde, em tempo livre, o grupo decidiu visitar por iniciativa própria alguns dos pontos turísticos mais encantadores de Budapeste. Entre eles, o belíssimo Bastião dos Pescadores (Fisherman’s Bastion), com as suas torres neogóticas e arcadas brancas, que oferece uma das vistas mais deslumbrantes sobre o Parlamento e o Danúbio. Outro ponto visitado foi a imponente Estátua de São Gerardo (St. Gellért), dedicada ao bispo mártir que teve um papel essencial na cristianização da Hungria. Localizada numa encosta com vista panorâmica, a estátua tornou-se mais um momento de contemplação e reflexão sobre a história local.
Na quinta-feira, o último dia da mobilidade, as atividades começaram com uma aula de dança folclórica húngara, onde os participantes puderam aprender passos tradicionais ao som da música local, num ambiente de celebração cultural. Seguiu-se um workshop de criação digital, no qual as alunas desenvolveram livros interativos sobre as tradições culinárias e as vivências da mobilidade, utilizando ferramentas como Canva, StoryJumper e Book Creator. Antes do almoço, decorreu ainda um divertido escape room digital, organizado pela escola anfitriã, que desafiou os alunos a resolver enigmas relacionados com os conteúdos trabalhados ao longo da semana. Esta atividade final proporcionou momentos de aprendizagem lúdica, pensamento crítico e trabalho em equipa. Durante a tarde, o grupo português realizou de forma autónoma uma visita guiada ao interior do magnífico Parlamento húngaro — um dos edifícios mais impressionantes da Europa. Com a sua arquitetura neogótica, salões sumptuosos e a cúpula central que alberga a Coroa de Santo Estêvão, este monumento deixou uma marca profunda nas participantes, encerrando a mobilidade com chave de ouro.
Impacto e Reflexão
A mobilidade “TradiDIGITAL” proporcionou um ambiente de aprendizagem intercultural, onde as alunas desenvolveram competências digitais, linguísticas, sociais e culturais. A experiência promoveu a autonomia, a confiança, a empatia e a valorização da diversidade, abrindo horizontes para além da sala de aula. Este intercâmbio foi mais do que uma viagem: foi uma oportunidade de crescimento pessoal e académico, de construção de amizades e de criação de memórias que certamente perdurarão.
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